sábado, 17 de junho de 2017

Livro O Último Reino


Nome: O Último Reino
Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
Ano/Páginas: 2012/362
Sinopse: Skoob
Nota: 😻😻😻😻

Olá pessoas da internet, tudo bem com vocês? Estou muito contente pois este mês finalmente li "O Último Reino". Comprei no meu sebo preferido em 2015, um box com os cinco primeiros livros da saga Crônicas Saxônicas. O coloquei na categoria Série do desafio Bingo Literário por motivos óbvios hahaha Gostei muito e agora tenho certeza que valeu a pena investir no box.

Romance histórico que se passa a partir de 866 a.c., conhecemos Uhtred, filho de Uhtred, o feche da vila chamada Bebbanburg, na Nortúmbria, norte da Inglaterra, perto da Escócia. Uhtred, nosso protagonista, se torna escravo dos vikings/dinamarqueses. Não era a primeira vez deles naquelas terras, ingleses e dinamarqueses faziam comércio a anos, mas sempre tinha algum grupo para saquear, nessas citações, chamados de vikings. Dessa vez, eles vieram pra ficar! Uhtred passa toda sua adolescência sendo escravo de Radnar, com todas as liberdades que qualquer criança dinamarquesa poderia ter. Considerava Radnar o pai que lhe faltou na infância, não lhe dava a mínima atenção; e Radnar o considerava como um filho.

"- Há apenas um Deus, e vocês devem servir a ele.
- Mas nós estamos ganhando - explicou Ivar com paciência, quase como se falasse com uma criança -, o que significa que nossos deuses estão vencendo seu deus único.
O rei estremeceu diante dessa heresia medonha.
- Seus deuses são falsos, são excrementos do demônio, são coisas malignas que trarão trevas ao mundo, ao passo que nosso Deus é grandioso, é todo-poderoso, é magnífico.
- Mostre - disse Ivar.
Essa palavra produziu um profundo silêncio. O rei, seus padres e monges olharam Ivar numa perplexidade evidente.
- Prove - insistiu Ivar, e seus dinamarqueses murmuraram o apoio á ideia.
(...)
- Nosso Deus poupou o abençoado São Sebastião da morte por flechas! O que é prova suficiente, não é?
- Mas mesmo assim ele morreu - observou Ivar.
- Só por que foi a vontade de Deus.
Ivar pensou nisso.
- Então seu deus protegeria vocês das minhas flechas?
- Se for a vontade dele, sim.
- Então vamos tentar. Vamos atirar flechas em você, e, se você sobreviver, todos seremos lavados."
Lavados seria batizados.


Com o decorrer dos anos, Uhtred vai percebendo as diferenças das duas culturas; sempre quis ser um guerreiro, mas vivendo como um inglês, nunca o seria, queriam que aprendesse a ler e escrever, virar padre ou monge; com os dinamarqueses, ele realizou seu sonho, ajudando nos barcos, cortado árvores para fazer lenha e carvão, se tornou grande e forte, e assim um guerreiro! Os deuses, tão diferentes, o cristão das ovelhas, curas e defesas apenas pela fé e rezas; dos pagãos, belicosos, exigiam oferendas para seu povo sair vitorioso, mas no dia a dia, não precisavam desses deuses. Bem diferente do cristão, que todo e qualquer aspecto da vida era controlado. Gostou tanto dos deuses nórdicos que mesmo depois de se livrar da escravidão e passar para o lado dos ingleses, continuou usando um pingente do martelo de Thor no pescoço.

Como disse, os dinamarqueses vieram pra ficar, seu objetivo é tomar a Inglaterra pra si. A cada vila, cidade e reino conquistados, chegavam mais parto desse objetivo. Por isso o nome "O Último Reino", o livro mostra toda a trajetória dos invasores em conquistar a ilha, faltando apenas o reino de Wessex, que não conseguiram. Nortúmbria, reino que pertence nosso herói, foi um dos primeiros a cair. Depois de virar escravo, seu tio usurpa seu cargo como líder em Bebbanburg, até mesmo tenta matá-lo. Mesmo viajando por todo o país com os vikings e depois, já adulto servindo ao rei de Wessex contra os invasores, ele não perde as esperanças de voltar a sua terra natal e tomá-la de volta.

"Nunca me ocorreu que eles pudessem não aceitar, no entanto, olhando para trás, fico espantado ao ver que a batalha de Cynuit foi travada segundo a ideia de um sujeito de vinte anos que jamais tinha estado numa parede de escudos. No entanto eu era alto, era um senhor, tinha crescido entre guerreiros e possuía a confiança arrogante de um homem nascido para a batalha. Sou Uhtred, filho de Uhtred, filho de outro Uhtred, e nós não tínhamos mantido Bebbangurg e suas terras gemendo nos altares. Somos guerreiros."



Para um livro que se passa dentro de uma guerra que dura décadas, não tem tanta violência e sanguinolência, tem bastante, mas menos do que imaginei. Temos algumas cenas fortes, por isso não aconselho a todos os leitores. Não sei onde, mas ouvi falar que esta saga é bem realística, retratando bem a vida e os costumes da época, foi isso que me passou mesmo. Outra coisa que gostei é que mesmo sendo bem detalhista sobre a vida de Uhtred, esse é um livro introdutório. Tu sente que tudo o que leu serve para entender o que está por vir. Tô louca pra ler o próximo!

O autor soube mesclar muito bem fatos históricos com ficção, por isso e por tudo o que disse acima, dei 4 gatos. Fiquei com gostinho de quero mais! Ainda não sei quando lerei a continuação, mas em agosto vou ler outra obra do autor, o primeiro volume da trilogia As Crônicas de Artur, "O Rei do Inverno". Chega logo agosto! hahaha Essa foi a resenha dessa semana, era pra sair ontem? Era! Mas estava com visita em casa nos últimos dias e não conseguia me concentrar. Espero que tenham gostado e até a próxima o/


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2 comentários:

  1. Minha lindona! Agora que estou voltando a ativa novamente. Fiquei tanto tempo sem comentar nos blogs,perdi tanta postagem legal, mas ainda há tempo de recuperar né?
    E bem, tive que comentar tb nessa postagem nórdica! Me distanciei até disso, acredita? Que 2017 mais maluco! Não parei de gostar não, mas minha vida anda muito louca e eu perdi o rumo de tudo. Mas tudo bem, em breve terei ferias e vou voltar com tudo!
    Não vou sumir mais daqui viu?! Vai ter que me aguentar fazendo drama e implicando com vc! Saudade disso! :P


    Queria também aproveitar pra te convidar pro sorteio de um ótimo livro de RPG de Game of Thrones! Se quiser participar basta clicar o link ali embaixo! ^^

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  2. Oi, Nana! É a segunda vez que um post do blog faz meu coração bater mais forte, rs. Eu sou uma fã apaixonada do tio Cornwell e foi lindo ler a tua resenha sobre uma das melhores séries do mundo. É bem realística sim e O Último Reino é mais introdutório mesmo. A partir do final do segundo a coisa fica bem mais violenta e com batalhas e combates de sobra, rs.

    Ah sim, e a trilogia do Artur também é maravilhosa! Tem muito mais misticismo, mas, como todo trabalho do Cornwell, tem uma base histórica também muito interessante e muita, mas muita ação. Você vai adorar! =D

    Beijinhos! Adorei teu post!!

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