Mostrando postagens com marcador book tour. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador book tour. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Livro Avenida Murkinesse 666



Nome: Avenida Murkinesse 666
Autor: Vários Autores; Organização por Rô Mierling
Editora: Illuminare 
Ano/Páginas: 2017/117
Sinopse: Skoob
Nota: 😻😻😻

Olá pessoas da internet, tudo bem com vocês? Acho que faz mais de mês que não trago resenha literária né?! O grande dia chegou! O livro de hoje não está nos desafios literários, ele é do booktour realizado pela Lorena Caribé (Meu Blog Diário) através do grupo Clube de Cartas para Blogs, inclusive tem post falando sobre ele e mostrando meu primeiro recebido. Muito amor! Quero agradecer a Lorena por disponibilizar um dos exemplares pro projeto, parabenizar pela publicação do seu conto (ela é uma das autoras) e pela paciência, afinal fiquem muito tempo com o livro, bem mais do que o máximo das regras. Vocês sabem que me mudei, por causa da mudança fiquei sem dinheiro, ou seja, não poderia gastar com correio e tals. Mas agora tá tudo resolvido! 





Esse livro de contos é o trabalho de conclusão de um curso de escrita criativa, em que os participantes tiveram o desafio de criar, cada um uma estória contendo algumas particularidades e todos pertencendo a um enredo em que as estórias se cruzam. Cada conto é sobre um morador do prédio de número (muito sugestivo) 666 que fica na Avenida Murkinesse. Na década de 60, ocorreu a maior carnificina da cidade: no meio da noite, todas as crianças do prédio foram arrastadas pra rua e assassinadas. Desde então o prédio ficou abandonado, até a virada do nosso século. Nos anos 2000, o governo abriu suas portas pra quem tivesse coragem de morar ali, e de graça! A partir disso algumas pessoas se mudaram e viram o quão estranho é aquele lugar. 





O enredo principal é esse, cada autor deu sua cara ao morador escolhido e temos 20 contos bem diferentes uns dos outros, alguns como o da própria Lorena, são mais levem e puxam para o suspense, outros mexem com nossos piores pesadelos, como o meu conto preferido, o Agonia de Tito Prates. Um homem de 58 anos, que morre sozinho por várias doenças. Leiam o trecho abaixo:

"... O terror fictício de monstros, fantasmas, vampiros e outras criaturas sinistras é impossível, criado pela imaginação humana como uma distração macabra. O terror real é diferente. É a doença, a dor, o medo do fim."






Além dos próprios contos, gostei muito do livro em si. Fotos muitos bem escolhidas, páginas pretas e na primeira página de cada conto tem uma ilustração. Pra mim isso demonstra o cuidado dos editores com a obra e enriqueceu muito a estória. Perdi muitos minutos em cada ilustração pensando nos moradores e seus fantasmas. Por isso o post está recheado de fotos! De leitura fluida e rápida, levei pouco tempo pra terminá-lo, mesmo sendo de vários autores. Em sua maioria não são estórias arrepiantes... acredito que estão num nível médio de terror hauahuah 

Fiquei um pouco enferrujada pra escrever resenhas. Com o tempo melhorarei ahahah Gostei bastante do livro e se querem ler a resenha da Rudynalva, ela tem o post sobre. Espero que tenham gostado e até a próxima o/  



Acompanhe as redes sociais do blog:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Livro Ponto de Fuga

 

Nome: Ponto de Fuga
Autor: Mary Sharratt
Editora: Suma de Letras
Edição: 2007
Páginas: 368
Skoob: www

Sinopse: Ponto de Fuga é uma história de suspense, amor e traição, protagonizada por duas irmãs mascadas pelo infortúnio, que têm os destinos misteriosamente entrelaçados na América no século XVII. A mais velha e provocante May, deixa a Inglaterra para um casamento arranjado com um primo distante, herdeiro de uma plantação de tabaco nas colônias do Novo Mundo. Quando a caçula, Hannah, chega ao local, meses depois, a irmã está desaparecida e o cunhado, Gabriel, está sozinho, afastado de qualquer convívio. Teria May morrido no parto, como ele afirma, ou algo mais sinistro acontecera? Assombrada pela ausência da irmã e atormentada pela inesperada atração que sente por Gabriel, Hannah embarca num verdadeiro labirinto em busca de respostas. Atrama excepcional de Mary Sharratt una aventura, romance e mistério, num desenrolar de acontecimentos dramáticos que testam os limites da verdade, do amor e dos laços entre irmãs.
Antes da resenha em si quero dizer que receber um livro pelo correio é mágico. Participo de grupo Café com Blog e lá existe um projeto de leitura coletiva, o Book Tour. Os interessados se inscrevem no projeto e recebem o livro em casa pelos correios. Tens um mês pra ler e enviar para o próximo da lista. O livro veio da Amanda do Amêndoas e Felpices e foi uma jornada épica até ele chegar, foram dois meses de espera e no pior dia ele chegou. Sabe aquele dia que tu só quer dormir? Ia começar no dia seguinte, mas me forcei e comecei no mesmo dia. Minhas leituras estavam uma semana atrasadas e furei a fila com este, já que tem tempo pra ler. Li em três dias!



Pela sinopse temos uma enorme noção sobre a trama do livro. Ele começa numa vila da Inglaterra do século XVII e termina em meados do século XVIII nos EUA. O livro trás duas personagens principais, May e Hannah. Duas irmãs muito ligadas, separadas pelo casamento arranjado de May com Gabriel, por seu pai. May vai pros EUA colonial sozinha pra casar com alguém que nunca tinha visto, nem trocado cartas, o casamento foi arranjado em segredo pelo seu pai e por seu futuro sogro.

May era a frente de seu tempo. Tão a frente que ainda hoje seria considerada uma vagabunda. Moça de corpo e mente livres, quando via um que chamasse sua atenças transava mesmo e não se importava com a sociedade. Mesmo não se importando tinha medo, ouvia histórias de adulteras e libertinas que haviam sido açoitadas na praça d vila por seus pecados da carne, pecados esses que ela também cometia. O pai só descobriu quando ela "sumiu" com um moço da cidade na frente de todos e estando noiva. Confesso que a traição eu não aprovo, mas sendo solteira ou estando num relacionamento aberto, não me importo nenhum pouco! Claro que relacionamento aberto quase não existia na Inglaterra do 1600, se hoje já é difícil... Um certo tempo depois do acontecido chega uma carta a seu pai da América, dizendo que seu primo aceitava o casamento da filha mais velha com seu único filho. E é a partir daqui que as desventuras começam.



A irmã mais nova, Hannah, nossa segunda personagem principal, fica na Inglaterra cuidando do pai que é médico. Algum tempo depois ele falece e ela sem nenhum parente, apenas sua irmã do outro lado do Atlântico, fica sozinha. Ela vende o que pode e as pressas se muda para o desconhecido e para os braços de sua irmã mais velha, May. O grande problema é que naquela época as cartas demoravam mais de ano para chegar ao destinatário e ela não tinha dinheiro para esperar todo esse tempo e avisar a irmã que estava indo. Foi sem avisar. Hannah era o oposto da irmã. Enquanto May era bela, voluptuosa e aventureira, Hannah era magricela, estudiosa e quieta. Desde muito pequena acompanhava seu pai nas consultas e até em cirurgias. Já mais idoso e de mãos trêmulas, ela que tratava dos pacientes. Tudo sem ninguém saber. O que diriam se uma mulher visse um homem nu, mesmo que para cirurgia? Naquela época, as mulheres nem podiam exercer a medicina.

Chegando no endereço da irmã, uma fazenda de tabaco, encontra apenas o cunhado que lhe diz que May morrera alguns dias depois do parto. Arrasada e sozinha no mundo ela não sabe o que fazer. Gabriel oferece abrigo temporário até ela voltar a cidade. Nesse meio tempo eles se apaixonam. A trama de mistério começa quando ela fica sabendo de rumores dos sobre Gabriel: ele teria matado sua esposa.



Adorei a trama, ela me prendeu muito e como disse antes, li em 3 dias. Ele é muito bem escrito e cada capítulo conta a estória pelos olhos de um personagem, que faz com que o suspense seja ainda maior. O que mais me fascinou foi por ele ser de época e ter sido muito fiel a realidade. Nem estou falando em moda (fiz metade da graduação), a autora descreve muito bem os problemas da época, os medos daquelas pessoas, que são bem diferentes dos nossos. Ela descreveu um Estados Unidos pouco conhecido por mim, um lugar quase vazio e sem nada, ainda cru. Outro ponto muito interessante é que a estória é contada sob o olhar de duas mulheres completamente diferentes entre si e diferentes daquela sociedade arcaica e machista. Mostra muito bem como era a vida da mulher no século XVII e a cada página tinha mais certeza da pesquisa que a autora fez pra escrever o livro.

O problema do livro, que na verdade não é problema do livro e sim meu, é que ele é romance e não gosto de romance. Tirando a melação (huahauhaua) que não são muitas, ele é muito bom! Espero que tenham gostado da resenha e não se esqueçam de ler a resenha da Amanda. Eu ainda não li, só depois que publicar essa aqui é que vou ler, assim sei que não serei influenciada ahahah. Beijos e até a próxima o/

Acompanhe as redes sociais do blog: